Em 1966, em Hualien, uma budista, a Dharma Master Cheng Yen, decidiu transformar compaixão em acção. Sem recursos, sem estrutura, apenas com visão. Ao seu lado estavam 30 mulheres que, todos os dias, guardavam o equivalente a 0,02 dólares antes de fazer compras. Um pequeno gesto, fundado num propósito maior: ajudar quem mais precisava. Esse foi o primeiro “fundo humanitário” daquilo que viria a tornar-se uma das maiores organizações humanitárias de origens budistas do mundo.
O nome carrega a própria essência: Tzu , que significa compaixão, e Chi, que significa alívio. Com o tempo, o que começou como ajuda local expandiu-se para uma missão global baseada em quatro pilares: Caridade, Saúde, Educação e Cultura, que mais tarde evoluíram para oito áreas de intervenção, incluindo resposta a desastres e proteção ambiental. Hoje, a Fundação Tzu Chi mobiliza milhões de voluntários em todo mundo e já levou ajuda a mais de 139 países e regiões, mantendo o mesmo princípio inicial: servir sem esperar nada em troca.
Presente em Moçambique desde 2012, a Tzu Chi intensificou a sua actuação após o ciclone Idai, em 2019, tornando-se uma das principais organizações envolvidas na reconstrução e apoio às comunidades afectadas.
No âmbito do projecto de apoio à reconstrução em Sofala, a província mais afectada pelo Idai, 23 escolas estão a ser erguidas pela Tzu Chi, 17 já concluídas e entregues, e 3.182 casas foram construídas e entregues às comunidades afectadas.















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