
Maputo, 06 de Novembro de 2026 – Em Hualien, do outro lado do mundo, onze moçambicanos juraram hoje, diante da Mestra Cheng Yen, a fundara da Tzu Chi, espalhar o amor incondicional ao mundo.
Entre lágrimas e sorrisos, foram certificados comissários da Fundação de Caridade Tzu Chi — o grau mais elevado do voluntariado da fundação, aquele que já não se mede em horas de serviço, mas numa vida inteira dedicada ao próximo.
Não é um certificado que levam de Taiwan. É uma promessa. A promessa de serem, todos os dias, os “olhos, as mãos e os pés” da Mestra Cheng Yen no terreno, chegando até quem chora, até quem tem fome, até quem já quase não acredita que alguém vai aparecer.

“Ver jovens voluntários a abraçarem esta causa e a assumirem um compromisso ainda maior com a expansão da missão de amor da nossa fundadora é motivo de grande alegria para nós. É uma demonstração de que, através do amor e da compaixão, podemos transformar vidas e contribuir para mudar o mundo”, confessou, emocionada, Tai-Lin Tsai, instituidora da Tzu Chi em Moçambique.
Entre estes onze novos comissários está Zaida Orlando. A sua história começou em casa, à beira de uma avó cuidada com ternura por voluntários da Tzu Chi — e foi ali, nesse gesto simples, que uma vida inteira mudou de rumo.
“Inspirei-me no amor da Mestra Cheng Yen e na forma como os comissários cuidavam da minha avó e da minha comunidade. Foi esse exemplo de dedicação e compaixão que me ajudou a mudar. O nosso País tem milhões de jovens e quero ser exemplo para esta geração, mostrando que a mudança ainda é possível e que cada um de nós pode contribuir para transformar a sociedade”, partilhou Zaida, durante a cerimónia de graduação.
É este o milagre discreto da Tzu Chi: o amor que recebemos transforma-se no amor que entregamos. Quem foi cuidado aprende a cuidar. Quem foi amparado torna-se amparo para outros.
Com estes onze novos comissários, Moçambique passa a contar com 98 — eram 87 até hoje — espalhados sobretudo pelas províncias de Maputo e Sofala.
Noventa e oito corações comprometidos, de forma permanente e vitalícia, a seguir os preceitos da Tzu Chi e a viver pela ética, pela integridade, pela disciplina e pela compaixão.


“Esta categoria traz consigo a responsabilidade de expandir o amor através de acções concretas, seguindo os ensinamentos e as orientações da Mestra Cheng Yen. A graduação de mais 11 voluntários demonstra que, em Moçambique, mais pessoas reconhecem o valor do amor, da compaixão e da solidariedade, e estão dispostas a assumir o compromisso de levar esses princípios às suas comunidades”, acrescentou a instituidora da Tzu Chi em Moçambique.
Ao tornar-se comissário, cada um destes voluntários torna-se também discípulo directo da Mestra Cheng Yen, guardião e mensageiro dos seus ensinamentos, levando a cada comunidade vulnerável o que o dinheiro não compra: amor incondicional, conforto e esperança.
A Tzu Chi se estabeleceu em Moçambique em 2012 e, em 2019, no rescaldo do ciclone Idai, estendeu as mãos de forma ainda mais forte a uma região ciclicamente ferida pelas tempestades.
Maior organização budista do mundo, com mais de 10 milhões de voluntários e presença em todo mundo, a fundação celebra este ano 60 anos de uma caminhada iniciada pela Mestra Cheng Yen — tendo a Educação, a Caridade, a Medicina e a Cultura Humanística como pilares.
Hoje, onze moçambicanos disseram “sim” a essa caminhada. E Moçambique ficou um pouco mais perto de ser o país de amor com que a Mestra Cheng Yen sempre sonhou.
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