
Beira, 15 de Outubro de 2026 – A Fundação de Caridade Tzu Chi Moçambique participa hoje, no Primeiro Congresso Internacional de Acção Humanitária e Cooperação (CIAHC 2026), que decorre na cidade da Beira, província de Sofala. O evento é dedicado à promoção da cooperação internacional, à gestão de riscos e à busca de soluções para os desafios humanitários.
“Para nós, esta é uma oportunidade de inspirar o mundo através do amor que, desde 2012, temos partilhado com as pessoas que mais precisam”, afirmou Tai-Lin Tsai, fundadora da Fundação de Caridade Tzu Chi Moçambique.
Organizado pela Universidade Licungo e pelo Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), o Primeiro Congresso Internacional de Acção Humanitária e Cooperação, realiza-se em formato híbrido, permitindo a participação presencial e virtual de investigadores, representantes de organizações não-governamentais, diplomatas e especialistas em gestão de desastres.
A cerimónia de abertura foi presidida pelo Presidente da República de Moçambique, Daniel Chapo. Durante a sua participação no congresso, a Tzu Chi apresentou o tema “Desafios e Experiências de Assistência Humanitária em Moçambique”.
“Levamos connosco a experiência adquirida durante a resposta aos impactos do Ciclone Idai, em Sofala, desde a assistência de emergência até à reconstrução. Hoje, vemos escolas e casas resilientes, bem como milhares de famílias que conseguiram recuperar e vivem com dignidade”, acrescentou Tai-Lin Tsai.


Durante conferencia de enceramento, com o tema, Acção humanitária e desumanização: a Antropologia como crítica descolonial Acção humanitária e desumanização: a Antropologia como crítica descolonial , Durante a sua apresentação, a Tzu Chi vai destacar a importância da participação activa das comunidades nos processos de recuperação e desenvolvimento. A organização salientou que a responsabilidade partilhada, o envolvimento dos beneficiários nas decisões e a prestação de contas são factores essenciais para aumentar a eficácia das intervenções humanitárias e promover a apropriação das iniciativas pelas próprias comunidades.
“A experiência da Tzu Chi após o Idai mostra que a recuperação não se resolve numa única acção, mas numa sequência planeada. A assistência inicial respondeu à emergência e abriu caminho a um programa de reassentamento que reuniu, na mesma área mapeada, habitação, escolas, saúde e formação, no âmbito do projecto “Hope”, defenderá Pedrito Cambrão, Director Nacional da Educação na Tzu Chi Moçambique durante a sua apresentação.
Desde a passagem do ciclone Idai, em 2019, a Tzu Chi tem desenvolvido diversas acções de assistência humanitária, tendo alcançado mais de 1,3 milhões de intervenções combinadas, de acordo com os dados apresentados pela organização.
No âmbito do projecto de reconstrução pós-ciclone Idai, na província de Sofala, a Fundação já entregou às comunidades afectadas mais de 3.000 casas resilientes e 23 escolas, 19 das quais já foram entregues ao governo moçambicano.
Orçado em 108 milhões de dólares norte-americanos, o projecto de reconstrução resulta da mobilização de contribuições de mais de 10 milhões de voluntários da Tzu Chi, uma fundação de origem budista com presença internacional.
Todas estas infraestruturas erguidas pela Tzu Chi em Sofala foram construídas no sistema “Build Back Better”, capazes de resistir a ciclones do tipo 4, de ventos de cerca 250 quilómetros por hora, numa região moçambicana ciclicamente afectada por ciclones.
A Tzu Chi se estabeleceu em Moçambique em 2012 e reforçou a sua intervenção no país em 2019, na sequência do ciclone Idai. Desde então, tem apoiado milhares de famílias através de projectos nas áreas da caridade, educação, reassentamento, saúde e segurança alimentar.
A nível global, a Tzu Chi celebrou, em 2026, o seu 60.º aniversário. Fundada pela Mestra Cheng Yen, líder espiritual budista, a organização orienta a sua actuação por quatro pilares fundamentais: Caridade, Medicina, Educação e Cultura Humanística.
©2025. Tzu Chi Moçambique. Todos Os Direitos Reservados.