Nhamatanda, 30 de Abril de 2026 — O Presidente da Fundação de Caridade Tzu Chi Moçambique, Dino Foi, declarou que o Centro de Formação Vocacional de Kura, inaugurado hoje na província de Sofala, constituiu um esforço para o empoderamento da juventude, destacando que o domínio de uma profissão liberta.
Inaugurado hoje em cerimónia oficial pelo Presidente da Tzu Chi e pelo Governador da Província de Sofala, Lourenço Bulha, o Centro de Formação Vocacional de Kura é o terceiro a ser instalado nas vilas erguidas pela fundação no âmbito do projecto de apoio à reconstrução pós-ciclone Idai, ao abrigo de um memorando assinado em 2019.
No total, no âmbito do programa de apoio à reconstrução da Tzu Chi em Sofala, foram erguidas 3.132 casas nas localidades de Metuchira, Ndeja, Guara-Guara e Kura, todas concebidas para integrar pelo menos um centro de formação vocacional. Além das habitações, o pacote de apoio inclui ainda a construção de 23 escolas, das quais 17 já foram entregues às autoridades.
“Primeiro vieram as casas. Nunca vou esquecer a emoção de ver famílias a receber uma chave. Depois vieram as escolas. Hoje, chegamos a uma nova etapa: inauguramos este Centro de Formação Vocacional. E, para mim, esta é talvez a etapa mais bonita de todas, porque uma casa protege, uma escola ensina, mas uma profissão liberta.” Disse Dino Foi, Presidente da Tzu Chi Moçambique.
Orçado em 460 mil dólares, o Centro de Formação Vocacional de Kura tem o objectivo de capacitar jovens de Kura em áreas orientadas para o autoemprego, com cursos de curta duração como Cabeleireiro, Corte e Costura, Pastelaria, Agricultura, Informática, Mecânica Básica e Eletricidade, prevendo a formação de mil pessoas por ano.
“Aqui, alguém vai aprender culinária, electricidade, costura, informática e outras habilidades que abrem portas. Talvez daqui saia um empreendedor, um empregador. Talvez daqui saia alguém que, um dia, olhe para trás e diga: ‘Foi aqui que a minha vida mudou’”, acrescentou.
Na ocasião, o Governador da Província de Sofala, Lourenço Bulha, reconheceu o contributo da Tzu Chi no apoio à educação e ao desenvolvimento das comunidades afectadas por calamidades naturais na região centro do país.
“A formação, educação, o trabalho árduo, a disciplina e a poupança, são factores imprescindíveis para o empoderamento sustentável dos Jovens e em colectivo devemos continuar a trabalhar para melhorar as condições de vidas das comunidades em particular da Juventude, Mais do que capacitar, este centro deve ser um espaço de promoção de valores humanísticos, baseados na ética, solidariedade e compaixão”, declarou o Governador da Província de Sofala.
Das 23 escolas erguidas pela Tzu Chi em Sofala, 14 estão no distrito de Nhamatanda, , entre as quais a maior escola secundária do país, a Escola Secundária Geral de Nhamatanda, com 66 salas de aula.
O pacote geral e apoio à reconstrução pós-ciclone Idai da Tzu Chi em Sofala está orçado num valor total de 108 milhões de dólares, contribuições dos mais de 10 milhões de voluntários desta fundação de princípios budistas com representação em mais de 60 países e que, neste ano, assinala, globalmente, o seu 60.º aniversário.
Em Moçambique, a Tzu Chi chegou em 2012, fundada por Denise Foi, tendo reforçado a sua actuação no país em 2019, após o ciclone Idai, com os registos a apontarem para mais de 100 mil famílias apoiadas até agora em diversos projectos ligados à caridade, educação, reassentamento, saúde e segurança alimentar.
“Além de ser uma oportunidade concreta para jovens das comunidades rurais adquirirem competências básicas e desenvolverem actividades geradoras de rendimento, trata-se também de um espaço em que procuramos ensinar a estes jovens valores cívicos e morais, princípios e virtudes altruístas que serão importantes na vida em comunidade”, destacou Cleotilde Chivambo, coordenadora de Educação na Fundação de Caridade Tzu Chi Moçambique.
Além das 3.182 casas, o pacote de apoio à reconstrução pós-ciclone Idai da Tzu Chi em Sofala inclui a construção de 23 escolas, 17 das quais já entregues as autoridades.
O pacote geral do projecto está orçada num valor total de 108 milhões de dólares, contribuições dos mais 10 milhões de voluntários desta fundação de princípios budistas com representação em mais de 60 países e que, neste ano, assinala, globalmente, o seu 60.º aniversário.
Em Moçambique, a Tzu Chi chegou em 2012, fundada por Denise Foi, tendo reforçado a sua actuação no país em 2019, após o ciclone Idai, com os registos a apontarem para mais de 100 mil famílias apoiadas até agora em diversos projectos ligados à caridade, educação, reassentamento, saúde e segurança alimentar.
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