Maputo, 09 de Abril de 2026 – Centenas de voluntários da Fundação de Caridade Tzu Chi de Moçambique e do Brasil participam hoje no “Dia da Diligência”, um evento anual que visa promover uma reflexão e a troca de experiência sobre os desafios e propósito dos voluntários da organização no mundo.
“Para nós, trata-se de um dia de reflexão sobre o compromisso que assumimos perante a fundadora da nossa organização, a Mestre Cheng Yen. Consideramos o “Dia da Diligência” um momento de introspeção para avaliar os fundamentos e propósitos da nossa missão enquanto voluntários e, ao mesmo tempo, uma oportunidade para partilharmos as nossas experiências com os irmãos que fazem o mesmo trabalho em outras geografias”, explicou o Presidente da Fundação de Caridade Tzu Chi Moçambique, Dino Foi.
Nesta data, nos 69 países onde a organização tem representações, os voluntários da Tzu Chi realizam uma apresentação para demonstrar o impacto das suas acções a nível local, a partir de exemplos de voluntários, promovendo um debate com outras representações falantes da mesma língua, que, para o caso de Moçambique, é o Brasil.
A Tzu Chi Moçambique vai apresentar, como exemplo, a história da voluntária Ana Maria, que, desde a fundação da Tzu Chi em Moçambique (2012), tem contribuído para transformar a vida de milhares de pessoas por onde passa.
Ana Maria é uma voluntária de 51 anos e que, como tantas outras, integra a organização desde a sua fundação. Por vezes, mesmo enfrentando dificuldades pessoais, a sua determinação e entrega são inabaláveis, sendo um exemplo entre os mais de 10 mil voluntários que a organização possui em Moçambique.
Em 2019, Ana Maria decidiu deixar a sua família em Maputo para apoiar as vítimas do Ciclone Idai, na província de Sofala, cumprindo, assim, a promessa feita aquando da sua certificação como comissionária da Tzu Chi em Taiwan, em 2015.
“Como a Ana Maria, temos dezenas de voluntários cuja entrega nos nossos esforços para apoiar quem precisa é fenomenal. São estas pessoas que tornaram possível o milagre que a Tzu Chi liderou em Sofala após a devastação do ciclone Idai. Hoje, as comunidades afectadas pelo Idai em Sofala têm um total escolas e casas, frutos da entrega inabalável destes voluntários ”, acrescentou Dino Foi.
O evento, a ocorrer também no formato virtual, tem lugar na sede da fundação, localizada no bairro das Mahotas, na cidade de Maputo, e também no distrito de Nhamatanda, em Sofala, província que acolhe a maior parte dos projectos humanitários da fundação, prevendo-se, só para o caso de Moçambique, a presença de mais de dois mil voluntários.
O “Dia da Diligência” nos países falantes de português é assinalado quando faltam poucas semanas para as celebrações dos 60 anos da Tzu Chi (11 de Maio). A data celebra a criação da fundação pela Dharma Master Cheng Yen, em 1966, em Taiwan.
Em Moçambique, a Tzu Chi foi fundada em 2012 por Denise Foi, estando focada no apoio às comunidades em diversas áreas, com destaque para educação, agricultura, saúde e assistência às populações, sobretudo em períodos de emergência face às cíclicas calamidades naturais que têm afectado o país.
Desde 2019, ano em que o centro do país foi assolado pelo Ciclone Idai, a Tzu Chi tem reforçado a sua actuação, tendo já apoiado mais de 100.000 famílias em diversos projectos ligados aos sectores de educação, reassentamento, saúde e segurança alimentar.
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